Como funciona a tecnologia da Inloco?

Para fornecer nossos serviços, coletamos dados de dispositivos móveis através da integração de nossa tecnologia com aplicativos de parceiros, que são solicitados a referenciar nossa Política de Privacidade em seus respectivos Termos de Uso ou Políticas de Privacidade e contratualmente obrigados a pedir o consentimento do usuário.

Depois que você ativa a funcionalidade de geolocalização do seu dispositivo e aceita as permissões exigidas pelo aplicativo para usá-la, a Inloco inicia a coleta de dados de localização e visita com segurança, sem identificá-lo diretamente. Esses dados são consolidados em clusters - grupos de usuários baseados em semelhanças - para gerar métricas de fluxo de visitas; enviar mensagens contextualizadas através da tecnologia de notificação push; e validar seu endereço sem a necessidade de verificação de documentos.

Clique aqui para saber mais sobre nós.

O que a Inloco faz para proteger a privacidade dos seus usuários?

A Inloco não coleta identificadores únicos estáticos de dispositivos (IMEI e MAC), contas associadas (endereço de e-mail e número de telefone) ou dados de identificação civil (nome, RG, CPF, etc.). Também não são coletados dados sensíveis, através do bloqueio de visitas a locais que possam permitir a inferência qualquer informação como orientação sexual, estado de saúde, etnia, religião ou opiniões políticas; ou dados de crianças e adolescentes, não fazendo parcerias com aplicações orientadas a este público.

Os dados coletados pela Inloco são consolidados em grupos baseados em semelhanças, chamados clusters, a fim de evitar que indivíduos sejam identificados. Além disso, esses dados são protegidos por funções de hash e criptografia, diminuindo ainda mais os riscos de identificação.

Para saber mais, acesse nossa Política de Privacidade: Inloco x COVID-19

O que a Inloco pode fazer para ajudar no combate à COVID-19?

Acreditamos que o uso de uma tecnologia de geolocalização desenvolvida pensando em privacidade desde a concepção, como a nossa, é a solução mais segura e eficiente para combater esta pandemia. Por isso, tomamos as seguintes iniciativas:

  • Comunicação através de aplicativos do governo

      • Através da integração de nossa tecnologia com aplicativos do governo, podemos ajudá-lo a estabelecer uma comunicação direta com a população, enviando notificações informativas e educativas sobre as recomendações da OMS, notícias globais e locais, entre outros. Estas notificações são enviadas para grupos de usuários (clusters) sem identificá-los ou individualizá-los.
  • Análise de visitas a hospitais, postos de saúde e serviços essenciais

      • Ao gerar métricas baseadas em contagens de visitas, podemos ajudar instituições a evitar a superlotação e alocar eficientemente pacientes e profissionais de saúde, além de consumidores de farmácias e supermercados. As visitas não identificadas a locais sensíveis (relacionados à saúde, neste caso) terão precisão apenas representativa, e serão armazenadas separadamente e eliminadas ao final da crise da COVID-19.
  • Índices de deslocamento de pessoas e focos de aglomeração

      • Ao disponibilizar publicamente dados anônimos, estatísticos e cartográficos, podemos ajudar pesquisadores a desenvolverem os seus estudos sobre o coronavírus de forma mais eficiente, bem como auxiliar órgãos governamentais a tomarem medidas restritivas ou implementarem políticas sociais aos desamparados. Não haverá análise individualizada, apenas índices com a porcentagem relativa ao deslocamento das pessoas, pontos de aglomeração, áreas de risco e a eficácia das medidas de distanciamento e isolamento social.
  • Simulação de propagação de infecções

      • Tomando um local - um aeroporto, por exemplo - como ponto de partida, podemos criar uma simulação de propagação do vírus com base no número de pessoas com as quais um indivíduo supostamente infectado (não identificado) teve contato. As coordenadas exatas serão substituídas por coordenadas aproximadas, deixando apenas as informações de contato entre pessoas, sem identificá-las diretamente ou localizá-las com precisão.
  • Análise de visitas a estabelecimentos não essenciais

    • Através de uma análise do fluxo de visitas a estes estabelecimentos com atualizações diárias, estamos mapeando locais de serviço não essenciais que não cumprem as recomendações de suspensão de atividades, tais como centros comerciais, restaurantes e casas de show. Apenas o movimento nesses locais é computado, de forma agregada ou não individualizada.

Para saber mais sobre as iniciativas, acesse nossa página.


¹ Como dito no tópico “O que a Inloco faz para proteger a privacidade dos seus usuários?”, em geral, bloqueamos visitas a locais que consideramos “sensíveis” por permitirem a inferência de informações sensíveis sobre usuários, como dados de saúde. No entanto, sob caráter excepcional e tendo em vista a situação atípica e emergencial que estamos vivendo, faremos contagens de visitas não identificadas a hospitais e postos de saúde, visando a alocação eficiente de profissionais de saúde e pacientes, especialmente levando em consideração que um dos maiores perigos trazidos pelo coronavírus não é a gravidade da doença decorrente, mas sua velocidade de transmissão e consequente superlotação dos sistemas de saúde. As contagens serão feitas com precisão representativa utilizando um algoritmo chamado HyperLogLog, sem armazenar identificadores únicos de dispositivos. Isso significa que saberemos quantos dispositivos visitam esses estabelecimentos, mas não quais. As visitas serão armazenadas em ambiente separado da nossa base de dados e eliminadas ao fim da crise da COVID-19.


Dados pessoais serão compartilhados com instituições governamentais?

Nenhum dado pessoal será compartilhado com terceiros para fins de combate à COVID-19. A Inloco disponibilizou publicamente informações estatísticas sobre a pandemia para que qualquer pessoa ou instituição possa usar como instrumento de estudo e pesquisa, sendo todos os dados compartilhados completamente anônimos. Portanto, é impossível inferir qualquer informação sobre uma pessoa física a partir dos índices e métricas compartilhados pela Inloco.

Com relação à integração de nossa tecnologia aos aplicativos do governo, as notificações push serão enviadas por nós, através desses aplicativos, para agrupamentos (clusters) de usuários quando considerarmos oportuno. Assim, nenhum indivíduo pode ser identificado nessa ação.

De acordo com o Artigo 1798.140 (o) (1) do California Consumer Privacy Act (CCPA), "'Informação pessoal' significa informação que identifica, se relaciona, descreve, é razoavelmente suscetível de ser associada ou pode ser ligada, direta ou indiretamente, a um determinado consumidor ou household." O Artigo 1798.140 (o) (3) estabelece que "'Informação pessoal' não inclui informação do consumidor que seja desidentificada ou agregada."

O Artigo 4 (1) do Regulamento Geral de Proteção de Dados da UE e do EEE (GDPR) define "dados pessoais" como "qualquer informação relativa a uma pessoa singular identificada ou identificável ("titular de dados"); (...)". O Recital 26 (5-6) do mesmo regulamento estabelece que "Os princípios da proteção de dados não devem, portanto, aplicar-se a informações anônimas, nomeadamente informações que não digam respeito a uma pessoa singular identificada ou identificável ou a dados pessoais tornados anônimos de tal forma que o titular de dados não seja ou tenha deixado de ser identificável. O presente Regulamento não se aplica, portanto, ao tratamento de tais informações anônimas, nomeadamente para fins estatísticos ou de pesquisa."

O Artigo 5, I, da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) brasileira define "dado pessoal" como "informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável". O Artigo 12 da mesma lei estabelece que "dados anonimizados não serão considerados dados pessoais para os fins desta Lei, salvo quando o processo de anonimização ao qual foram submetidos for revertido, utilizando exclusivamente meios próprios, ou quando, com esforços razoáveis, puder ser revertido."

Para saber mais, acesse nossa Política de Privacidade: Inloco x COVID-19.


² Para a lei californiana, “household” corresponde a um grupo que (1) reside no mesmo endereço; (2) compartilha um mesmo dispositivo ou serviço fornecido por empresa; ou (3) compartilha a mesma conta de grupo ou identificador único em empresa. O termo foi incluído na CCPA para evitar que controladores de dados aleguem não identificar indivíduos que compartilham o mesmo dispositivo. Disponível em: https://oag.ca.gov/sites/all/files/agweb/pdfs/privacy/ccpa-text-of-mod-clean-020720.pdf?. Acesso em: 01/04/2020.


A parceria com instituições governamentais é legal? É necessária autorização judicial?

Sim, a parceria da Inloco com as instituições governamentais é legal, celebrada através de termos de doação e cooperação para disponibilizar acesso gratuito ao Índice de Isolamento Social criado pela Inloco.

Esse índice pode auxiliar no combate à COVID-19 e resolução da maior questão de interesse público atual: o direito à saúde, previsto na Constituição Federal, que deve ser garantido pelo Estado mediante políticas públicas. O índice, que pode medir com precisão o nível de isolamento social de determinado bairro, cidade e até do país, não é capaz de identificar ou reportar a localização de uma pessoa única, posto que os dados são sempre agregados por regiões. Portanto, ao utilizar a tecnologia da Inloco, também é preservado o direito fundamental à privacidade.

A utilização de dados de localização, visando controlar a pandemia, é uma medida emergencial que pode achatar a curva de evolução da doença e reduzir riscos para os brasileiros durante o Estado de Calamidade Pública. Países como Taiwan, Japão e Coreia do Sul adotaram estratégias similares, com grande eficácia.

Importa esclarecer também que a Lei Geral de Proteção de Dados autoriza que dados pessoais sejam para fins de execução de políticas públicas que visem a “proteção da vida ou da incolumidade física” (Art. 7º, VII, LGPD). Ainda que a lei não esteja em vigor ainda, esta se faz um bom parâmetro para a análise do tratamento de dados feito pela Inloco, especialmente porque foi inspirada em regulações estrangeiras já vigentes, como o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) da União Europeia. Tal regulamento elucida que “alguns tipos de tratamento podem servir tanto importantes interesses públicos como interesses vitais do titular dos dados, por exemplo, se o tratamento for necessário para fins humanitários, incluindo a monitorização de epidemias e da sua propagação ou em situações de emergência humanitária, em especial em situações de catástrofes naturais e de origem humana” (Recital 46, 3, GDPR).

Por fim, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), através da Unidade Especial de Proteção de Dados e Inteligência Artificial (Espec), decidiu em que o modelo de negócio da empresa Inloco é legal, em face do arcabouço normativo existente atualmente, afinal não ocorre a coleta de dados que permita a vinculação direta ao titular dos dados pessoais.

Para saber mais, leia o artigo “Meios de Controle à Pandemia da COVID-19 e a Inviolabilidade da Privacidade” escrito pela Head of Data Privacy da Inloco.


³ Disponível em: https://content.inloco.com.br/hubfs/Estudos%20-%20Conte%C3%BAdo/Coronavirus/Meios%20de%20controle%20a%CC%80%20pandemia%20da%20COVID-19%20e%20a%20inviolabilidade%20da%20privacidade.pdf?hsCtaTracking=ad1577ba-e5bc-4ff3-afdd-54a896891088%7C07ab4d6b-53d3-4a06-9f43-fb43621df88f. Acessado em: 02/04/2020


O que acontecerá com os dados após a crise da COVID-19?

As integrações da tecnologia da Inloco com aplicativos do governo serão encerradas e os dados coletados através delas serão prontamente eliminados após o fim da crise da COVID-19. Não daremos continuidade às parcerias firmadas com órgãos públicos para o combate à pandemia ou ao tratamento de dados decorrente dessas parcerias.

Os dados utilizados para auxiliar instituições neste momento de crise não serão, sob qualquer hipótese, armazenados ou utilizados para fins de negócio.

Privacidade é o principal valor da Inloco e um direito fundamental para a garantia da liberdade individual e da democracia. Há dez anos, desde a nossa fundação, firmamos um compromisso com a sociedade, porque acreditarmos que não é preciso abrir mão da privacidade para receber conveniência.

Seguindo o mesmo princípio, acreditamos que não é preciso abrir mão da privacidade para vencer o coronavírus. Por isso, trabalhamos para impedir que o controle da pandemia tenha como consequência, a longo prazo, o fortalecimento de políticas de vigilância e violação privacidade.

Para saber mais, acesse nossa Política de Privacidade: Inloco x COVID-19.